Casa estranha
Sinto que habito
Em uma casa estranha
Casa, esta que mais aprisiona
Do que liberta…
Às vezes meus inimigos
Sociais são meus
Meu gênero, senhores
É humano…
E o seu qual é?
Posso eu, sim sou Trans
Sim, sou trans-formada
Em mente e alma
Ao passo que maioria
De vós, do dito
Gênero normal
Não Trans-formou suas
Ideias…
Sim, sou trans
Trans-formada
Meu gênero eu
Sei qual é…
Quanto ao seu, às vezes
Tenho dúvidas de qual
Gênero humano habita aí
O amor dos outros eu não sei…
O amor que Trans-forma eu não sei
Mas, sei que posso eu Trans-formar
A minha mente, com pouco de tempo
Quem sabe, Trans-forma a sua.


