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O Poeta e o Relógio
Um relógio antigo na parede Que ano após ano marca os mesmos Horários e nos mesmos compassos Um velho poeta recolhido na da mesa Do seu silencio sempre a espera Da sua amada inspiração … Para ambos o tempo não passa O relógio e o Poeta se fundem Descompassado um no seu Monofônico tic e tac Outro perdido em seus pensamentos Sempre a busca a poesia perfeita Num ritmo freneticamente lento Eles o poeta e relógio sabem Para que a pressa, para que correr. Amanha há esta hora será a mesma hora Parece que nada muda a frieza do relógio A paixão delirante do poeta por sua musa Nunca vista,…
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Olhe
Olhe, as vezes O dia pode começar Nublado E nas igrejas Não escutamos O sons das rezas E a velha janela A nossa frente Mostra a mesma Paisagem… O relógio A sua esquerda Marca a mesma Hora todos os dias A muitos anos, Olhe, se olharmos Acima das nuvens Existe luz Se escutarmos Com alma Veremos Os sons da reza Se levantarmos Poderemos ver Outras paisagem Além da nossa E o velho relógio? Este continuará Marcando as mesma Horas, todos os dias Por longos anos, Mas, não precisamos Parar no tempo Olhe, as vezes O dia pode começar Nublado Mas, sempre haverá Sol acima de nós.




