O Poeta e o Relógio
Um relógio antigo na parede Que ano após ano marca os mesmos Horários e nos mesmos compassos Um velho poeta recolhido na da mesa Do seu silencio sempre a espera Da sua amada inspiração … Para ambos o tempo não passa O relógio e o Poeta se fundem Descompassado um no seu Monofônico tic e tac Outro perdido em seus pensamentos Sempre a busca a poesia perfeita Num ritmo freneticamente lento Eles o poeta e relógio sabem Para que a pressa, para que correr. Amanha há esta hora será a mesma hora Parece que nada muda a frieza do relógio A paixão delirante do poeta por sua musa Nunca vista, mas viva em suas poesias. De repente um barulho o velho relógio Desperta do seu sono de uma hora O velho poeta Ver sua amada inspiração chegar Recolhe o seu silencio e silenciosamente ouve O som da caneta e a volta do tic –tac E com a magia de sempre ele escreve
Não mais um poema mais naquela Hora o seu melhor poema Ele aproveita bem a presença de sua amada Inspiração e inspirado por ela Une a sua alma no tempo do relógio E torna-o eterno antes que amada deles Sai. E ao termino o poeta sente mais uma vez Saudades e recolhe mais uma vez… Na mesa do seu silencio sempre a espera Da sua amada inspiração… E o velho relógio na parede marca Ano após ano os mesmo horários no mesmo compasso.

