Contos

A flor e o Jadineiro

Porque me feres? Perguntou o jardineiro a flor, a flor revida e pergunta, porque nunca me tocas com suas mãos? Porque sempre usas estes instrumentos rudes, pesados, você nunca notou, olhe para mim, eu sou uma flor que posso fazer contra você?

Não sou eu que firo você, és tu que não tem cuidado quanto tentas me tocar com suas mãos, quando me cheiras põe as mãos para traz, e eu toda boba me exalo para você, me abro de amores, Há meu jardineiro eu sei que tu me gostas, pois vem todos dias cuidar de mim, mas suas técnicas às vezes me assustam, suas mãos são delicadas, mas estas coisas que usas em mim são pesadas, feias, mas o engraçado você sabe lidar com elas, me se fere quando vem tocar-me com suas mãos, então meu jardineiro eu te pergunto porque você se fere quanto me tocas?

Ele tripudiou, mas respondeu, ah! minha flor eu me firo, pois tenho medo de machucar você, mas também tenho que aprender a tocar-te, abraçar-te, tenho muita vontade de fazer isto a cada manhã e tarde que venho cuidar de você, fico ansioso para o dia amanhecer para vê-la, a flor interpela e disse, sabe meu jardineiro quando ouço seus passos vindos em minha direção eu esqueço o frio da noite, o vento, eu me esqueço do orvalho sobre, eu me abro me aqueço com sua presença, fico feliz pelos momentos que me dedicas e cuida de mim, mesmo quando você usa estas rudes ferramentas, olha vou te pedir algo use mais as mãos, me toque aprenda a desviar-se dos espinhos, aprenda abraçar-me, e lembre-me sou apenas uma flor.
O jardineiro sorri e diz: não me esquecerei disto jamais, mas quero que você não se esqueça de algo talvez nunca tenha notado, mas diante de você eu me inclino todos os dias, eu a reverencio como a uma rainha, pois eu sou o seu súdito, sou o seu jardineiro e tu és a minha flor.

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