• Contos

    O Poeta e o Relógio

    Um relógio antigo na parede Que ano após ano marca os mesmos Horários e nos mesmos compassos Um velho poeta recolhido na da mesa Do seu silencio sempre a espera Da sua amada inspiração … Para ambos o tempo não passa O relógio e o Poeta se fundem Descompassado um no seu Monofônico tic e tac Outro perdido em seus pensamentos Sempre a busca a poesia perfeita Num ritmo freneticamente lento Eles o poeta e relógio sabem Para que a pressa, para que correr. Amanha há esta hora será a mesma hora Parece que nada muda a frieza do relógio A paixão delirante do poeta por sua musa Nunca vista,…

  • Micro Poemas

    Onde estão?

    Onde estão Todos os mortos? Faz dias que não Os Vejo… A última vez Que os vi Estavam caminhando Para suas casas Acho que talvez Estejam jantando Pois vejo as luzes Acessas … Acho melhor Ir para casa Parece que alguém Acendeu a luz.

  • Poemas

    Cais

    Sentado no cais o velho poeta Contempla o horizonte E nos mares de seus pensamentos Ele naufraga e indo a pique Vai ao fundo do seu mar E navegando nos seus abismos O velho poeta reencontra As antigas cartas que nunca enviou Os poemas que nunca escreveu E sonhando ele chora E pensando que no seu horizonte Pode haver uma ilha E na ânsia de se salvar Mesmo não sabendo nadar Joga seu corpo sobre As ondas da ilusão E volta a praia E retorna ao cais Agora ele vê o horizonte E sabe que ele esta perto Sabe que depois dele Alem do seu cais Existe um lugar Existe…

  • Poemas

    Anjos caidos

    Se olharmos para o horizonte, veremos os anjos Caídos e decaídos e os que estão em pé, será que somos todos anjos? Será que caímos de algum lugar e perdermos a nossa pureza ao pular no vácuo do desconhecido. O que sei é que minhas asas não me fazem voar, pois firmei meus pés nos chão. Meu Anjo, eu me tornei um anjo decaído, decaído aos teus pés, decaído de amor. Quantos anjos nós vemos no horizonte perdido? Porque não encontraram lugar no céu da boca de sua amada, e de lá foram precipitado por um silencioso olhar. Será que somos todos anjos? Pedir a pureza angelical ao ser precipitado…

  • Poemas

    Atalho

    Transcorra seu caminhoEsconda as pedraGuarde algumasPalavra…Talvez vocêPrecise delasNo próximoAtalho que pegarToda vitóriaTem seu preçoTendo a guerraComo troco…Todos nós temos medoDe algo que FazemosPela Primeira vezMas raramente temosMedo de atirarA primeira PedraTranscorra seu caminhoEsconda as pedraGuarde algumasPalavra…Talvez vocêPrecise delasNo próximoAtalho…

  • Poemas

    Achados e perdidos

    Às vezesEu me encontroEntre os achados E perdidosUm relógioQue parouNo tempo Longe de vocêNão sei quaisSão os diasOu mesesTudo é sempreIgual Mas tudoMuda quandoOuço sua vozE o som doSeu sorrisoE eu que estavaPerdidoAcaboMe encontrandoEu adoro verO amor nosSeus olhosPois vocêÉ a estradaQue me fazVoltar todos os dias.

  • Poemas

    Ser

    Nada mexe com seu coração endurecido…? Perguntou Betz Você sempre consegue estragar tudo com seu jeito Quando me olhas me conduz a lugares antes imagináveis Quando me falas, me faz percorre por caminhos que sempre quis Mas tu, sempre, consegues estragar tudo com seu jeito. Por vezes me expus ao vento, ao sol, me expus a ti! Mas ao que parece nada mexe com seu coração endurecido…? Fale-me o que tens ai dentro de você? O que corre em suas veias Há vida ai dentro deste corpo, pois nada mexe com seu coração endurecido…? Seus olhos correm gelo… Um suspiro rompe a conversa e como um murmúrio vem à resposta…

  • Poemas,  Poesia Histórica

    Canção para Albânia

    Ainda tenho esperançasDe ver a Águia Negra livre,Voando sobre tiMonte Korab…Tenho esperançasComo tinha os IlíriosDe sermos forteE  com vida longaComo os carvalhosMinha pequenaAlbânia quantosTiranos não pisaramEm Tirania…Uivamos comoOs lobos a cadaEstranho que porAqui passouNunca mais queremosEnver …Nem mesmo em nossas lembrançasO meu  país me fez sofrerMas, amo-te tanto minha.Águia Negra…Que meus olhosChoramComo as águasDo DrinPor seus filhosQue se foram.Ainda tenho esperançasDe ver a Águia Negra livre,Voando sobre tiMonte Korab…Ver-te livreComo os lobosDo sul.

  • Poesia Histórica

    Moxuara e Mestre Alvaro (Lenda Indígena)

    Parece que foi Ontem que vi seu rosto Pela primeira vez E seus olhos brilham como “Sol” (Guaraci) O ódio que eles sentiam Transformou meu coração Em, “Noites com raios de luar” “Jaciara” Há cada encontro  nosso O Pássaro de Fogo Levava-nos além Das montanhas azuis E, ali… Eu te amava Cada dia mais. Mas o ódio Que eles sentiam Transformou-nos Em duas montanhas Hoje estamos Frente a frente Um do outro E assim, ficaremos Por toda a eternidade Mas a força Do amor Rompe as barreiras E, eu te juro Meu amor, que Não há nada que eu faria Para ouvi sua voz, outra vez. Sei que é perigoso…