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Trincheiras
Estou aquiTe olhandoComo um ateuQue olha pra deus Buscando sua existênciaNas trincheirasDa dúvida e do amorSerá o que vejoÉ você? Ou apenas imagemProjetada por mim?Aqui estou olhandocomoUm ateuQue olha pra deusSerá que existeAteu nas trincheiras?
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Campo Nórdico
Num campo nórdico de flores artificiais, Repousa os pássaros mortais das terras do sul, Com seus cânticos mortais suspensos pelas notas musicais Das almas arrebatadas das outras estações, Em meio a risos sombrios E choros exóticos surge um novo planeta Com uma nova raça, mas com os mesmo sonhos… Eles vivem Num campo nórdico de flores artificiais, Aonde repousa os pássaros mortais das terras do sul.
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A flor e o Jadineiro
Porque me feres? Perguntou o jardineiro a flor, a flor revida e pergunta, porque nunca me tocas com suas mãos? Porque sempre usas estes instrumentos rudes, pesados, você nunca notou, olhe para mim, eu sou uma flor que posso fazer contra você? Não sou eu que firo você, és tu que não tem cuidado quanto tentas me tocar com suas mãos, quando me cheiras põe as mãos para traz, e eu toda boba me exalo para você, me abro de amores, Há meu jardineiro eu sei que tu me gostas, pois vem todos dias cuidar de mim, mas suas técnicas às vezes me assustam, suas mãos são delicadas, mas estas coisas que usas em mim são…
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Moça do vale Sorec (Sansão e Dalila)
Fui anunciado por um anjo Fui gerado de um ventre estéril Meu destino era lutar E libertar meu povo. Meu dom foi de força Cordas, ferrolhos, ou homens Nada me prendia Mas, Escondia dentro do peito Um coração frágil. E foi este coração que enfraqueceu-me… Dei-te mais do que meu amor, Moça do vale de [1]Sorec Dei-te meus votos E o que restou do meu [2]naziriato. Sabes por vintes anos fui juiz Do meu povo Pouco fiz por eles… E muito menos por mim… Do leão morto comi O mel. Do fruto da vide Embriaguei-me Restou-me apenas Meus cabelos… Vir-te moça E sem força fiquei Ante aos seus encantos E com palavras…
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Casa estranha
Sinto que habito Em uma casa estranha Casa, esta que mais aprisiona Do que liberta… Às vezes meus inimigos Sociais são meus Meu gênero, senhores É humano… E o seu qual é? Posso eu, sim sou Trans Sim, sou trans-formada Em mente e alma Ao passo que maioria De vós, do dito Gênero normal Não Trans-formou suas Ideias… Sim, sou trans Trans-formada Meu gênero eu Sei qual é… Quanto ao seu, às vezes Tenho dúvidas de qual Gênero humano habita aí O amor dos outros eu não sei… O amor que Trans-forma eu não sei Mas, sei que posso eu Trans-formar A minha mente, com pouco de tempo Quem sabe,…
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O amanhã
É um dia distante O amanhã não É um dia distante Ele está diante De nós… E no próximo pôr do Sol Chegará como sempre Chegou desde do surgimento Do universo As vezes a distância Do amanhã é criada por Cada um de nós Com os nossos medos Ansios e preconceitos Por cercas e muros Quase intransponíveis Mas… O amanhã é como Um portão que se abre E encurtar a distância Daquilo que buscamos ou Esperamos. A pergunta é? Iríamos entrar Por este portão e usufruir Da oportunidade do novo amanhã? Ou iremos esperar pelo amanhã, outra vez? Lembre-se O amanhã não É um dia distante Ele está diante De…














